Fundo de aval para o café no oeste terá R$ 5 milhões

Text Resize

-A +A

Compartilhar

24/02/2003

Fundo de aval para o café no oeste terá R$ 5 milhões

 

A Associação dos Agricultores Irrigantes do Oeste (Aiba) e o Banco do Nordeste firmaram convênio para criação de um fundo de aval privado que vai viabilizar o financiamento de R$ 5 milhões aos cafeicultores da região. A assinatura aconteceu na abertura do 3º Encontro Técnico da Cafeicultura Irrigada do Oeste da Bahia, realizado em Barreiras.

Além da Aiba e do Banco do Nordeste, a criação do fundo de aval envolve a Secretaria da Agricultura (Seagri), responsável pelo suporte técnico aos produtores através da transferência de tecnologia e da mobilização dos cafeicultores. O oeste baiano tem apenas 10% da área plantada de café do Estado, mas devido à alta produtividade de suas lavouras colhe quase 30% da produção baiana. A expectativa dos produtores é que a atividade cresça ainda mais na região.

O presidente da EBDA, Joaquim Santana, ressaltou os programas estaduais que beneficiam a cafeicultura do oeste, a exemplo do Programa de Desenvolvimento do Café do Oeste (Prodecaf) e do Programa de Investimento para Modernização da Agricultura Baiana (Agrinvest), pelo qual o governo assume 50% dos encargos financeiros dos empréstimos feitos pelos produtores.

Já o presidente da Assocafé chamou atenção dos produtores para a questão da qualidade. “Vocês já sabem produzir com alta produtividade. Agora precisamos investir na produção de cafés especiais, que são melhor remunerados pelo mercado”, afirmou.

A mesma opinião tem Luiz Hafers, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira. Segundo ele, o cafeicultor pode valorizar seu produto em até 300% se for desenvolvido um café de qualidade. “Hoje, as duas questões fundamentais para o setor são a qualidade e a sustentabilidade, que é a forma do produtor garantir a continuidade de sua atividade agrícola”, disse.