Pater receberá R$ 6,75 milhões

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13/07/2004

Pater receberá R$ 6,75 milhões

O objetivo é aumentar a eficiência dos diversos segmentos produtivos através do incentivo técnico e financeiro

 

Alvaro Figueiredo

Cerca de R$ 6,75 milhões serão aplicados na execução, até 2005, do Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar na Bahia (Pater) assinado este mês pela Secretaria de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (Secomp), Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri) e a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA). O objetivo é aumentar a eficiência dos diversos segmentos da cadeia produtiva através do incentivo técnico e financeiro aos pequenos produtores. Os recursos são oriundos de convênios entre as secretarias e a empresa estadual.

"Aproximadamente metade dos recursos, R$ 3,2 milhões, irá para o desenvolvimento da apicultura, enquanto que o restante dos investimentos serão distribuídos entre o cultivo da mandioca (R$ 1,2 milhão), formação de pastagens (R$ 985 mil), produção de leite (R$ 701 mil), cultivo de alho (R$ 509 mil) e R$ 150 mil serão utilizados para promover assentamentos rurais", explicou o presidente da EBDA, Joaquim Santana, responsável pela execução do programa.

A proposta é levar assistência técnica e extensão rural a oito mil produtores que sobrevivem da atividade agrícola familiar, em 20 regiões selecionadas, que englobam 154 municípios, situados em grande parte no semi-árido.

O programa foi iniciado há um mês, com a capacitação de 45 técnicos da EBDA, que atuarão no programa junto aos produtores de leite. O treinamento, concluído no último final de semana, foi realizado nas dependências da Estação Experimental de Aramari, onde funciona o Centro de Profissionalização de Produtores de Bahia, reunindo profissionais dos pólos de Alagoinhas, Recôncavo, Itaberaba, Itabuna, Jacobina, Sudoeste, Nordeste e Extremo Sul.

Conforme esclareceu Joaquim Santana, o volume de recursos aplicados na apicultura se justifica pelo crescimento da atividade agrícola no estado nos últimos anos. Com uma produção anual em torno de 4 mil toneladas de mel, a Bahia totalizou em 2003, vendas em torno de 400 toneladas por via indireta, com a produção repassada para empresas de outros estados, entre eles São Paulo, Santa Catarina, Piauí e Ceará, tradicionais exportadores para os mercados internacionais da Europa, EUA e Canadá. Um dos principais impedimentos era o fato de, até o final de janeiro deste ano, o estado não possuir selo de qualificação do produto, exigido para os padrões do mercado internacional, mesmo contando com cerca de 100 unidades de beneficiamento do mel, dentre as quais 29 já detentoras de selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF nacional) e 12, o Serviço de Inspeção Estadual (SIE).

Com a conquista do primeiro SIF internacional, o foco agora é o mercado externo, no qual o produto chega a US$ 2.200 a tonelada. Cerca de 60 produtores e empresários da apicultura baiana participaram de treinamento em fevereiro, promovida por parceria entre o Serviço de Apoio à Pequena e Micro Empresa (Sebrae-BA), Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo) e Seagri.

O novo programa vai absorver produtores dos 17 municípios atendidos pelo Cabra Forte e de outros 14 que estão fora dessa abrangência. "As atividades econômicas incluídas no Pater predominam em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano e que, com exceção da apicultura, estão fora dos grandes programas de governo", afirma.

Capacitação

Os 45 técnicos capacitados atuarão junto aos produtores das principais bacias leiteiras do estado, transferindo novas tecnologias para aumento da produção. Segundo o diretor de pecuária da EBDA, Francisco Benjamim, a meta do Pater Leite é cadastrar e prestar assistência técnica a 1.500 produtores em 116 municípios das regiões de Alagoinhas, Caetité, Cruz das Almas, Feira de Santana, Itaberaba, Itabuna, Jacobina, Jequié, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista. "Estes produtores, com ordenha inferior a 100 litros dia, receberão informações sobre gerenciamento e tecnologia para produção sustentável de leite. Com as mudanças no processo produtivo, esperamos dobrar a produção leiteira dos beneficiários, no período de três anos, e elevar em 30% sua rentabilidade", avalia Santana.

kicker: O programa foi iniciado há um mês com capacitação de 45 técnicos