Pesquisas apontam novas aplicações para o sisal

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11/01/2013

Pesquisas apontam novas aplicações para o sisal

Estudos vão permitir melhor aproveitamento da fibra

 

Fibra natural dura e ambientalmente sustentável, o sisal (foto) tem tudo para virar a nova aposta do setor industrial para os mais variados fins. Pesquisas apoiadas pela Secti, em 2012, descobriram que, mais do que a fibra, largamente utilizada no artesanato baiano, os outros compostos da planta podem ser aproveitados na formulação de xampu anticaspa, e entre outros, creme contra micoses e fungos.

A descoberta foi feita a partir da pesquisa e inovação. Coube à Secti o papel fundamental de incentivar os estudos para obter o máximo aproveitamento do sisal com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de atividades baseadas na exploração sustentável do semiárido baiano. O sisal é largamente produzido na Bahia, que responde por 95% da produção da fibra no Brasil e é o maior produtor do mundo. O sisal ‘agave sisalana’ é cultivado em 68 municípios do semiárido baiano e representa a principal atividade econômica da região.

"Hoje só se aproveitam 4% da fibra. Já sabemos que é possível o aproveitamento dos demais 96%, incluindo o suco e à mucilagem", pontua o secretário Paulo Câmera. Todo o esforço faz parte do projeto Sisal de Base Tecnológica, que tem como parceiros 15 cientistas de instituições da Bahia, de Minas Gerais e de São Paulo.

Instalação de biofábricas e plantio em 67 municípios

O projeto prevê ainda a instalação da biofábrica para produção de mudas por micropropagação do sisal. Já foi realizada a primeira fase do estudo agroecológico, que vai apresentar o levantamento e a determinação das áreas de plantio do sisal em 67 municípios baianos, para posterior implantação de viveiros aclimadores e de distribuição na região.

Entre outras metas dos projetos estão a Implantação de Unidade Piloto Estacionária de Desfibramento Contínuo, com separação da mucilagem, suco e bucha de campo e desenvolvimento de projetos para a produção de compósitos destinados às industrias automobilística, construção civil, eletroeletrônica, moveleiro e fibrocimento.