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24/10/2013

Copa do Mundo pode ter produtos feitos com resina de mandioca

 

Foto: Imprensa SEAGRI
A utilização da mandioca como matéria prima para a fabricação de produtos biodegradáveis, como copos plásticos, pratos, sacolas, e iniciativas sustentáveis aplicáveis em eventos mundiais, como a Copa de 2014 e Olimpíadas, foram assuntos discutidos em mesa redonda mediada pelo secretário estadual da Agricultura em exercício, Jairo Carneiro, na manhã desta quinta-feira (24), no Bahia Othon Palace, em Salvador, durante o XV Congresso Brasileiro de Mandioca.

O representante da Biomater Bioplásticos do Brasil, Ângelo Vicente, apresentou um panorama do uso de plásticos biodegradáveis no Brasil e deixou os participantes empolgados com a possibilidade da fabricação de copos, sacolas, pratos, dentre outros produtos, feitos com resina proveniente da mandioca, para a Copa de 2014. “Os produtos biodegradáveis podem ficar no meio ambiente por até seis meses, enquanto que a maioria dos plásticos sintéticos demora de 200 a 400 anos para se degradar. Além do baixo impacto no meio ambiente, a sua fabricação envolve a valorização de cadeias produtivas, como a da mandioca e um gasto de energia para a produção bem inferior ao convencional”, disse.

A Biomater é a única empresa do Brasil que fabrica plásticos com a resina da mandioca, mas até o momento as negociações para o fornecimento de plásticos biodegradáveis para a Copa foi pouco discutido com a FIFA. “É preciso que o poder público incentive o uso dessa matéria prima e o fomento da cadeia produtiva da mandioca, para que possamos provar que esta iniciativa só vem a somar no que diz respeito à conservação do meio ambiente”, pontuou.

O secretário estadual da Copa do Mundo de 2014, Ney Campello, destacou a importância da realização de um evento como este para a Bahia. “Temos que pensar em quase meio bilhão de reais que será investido na indústria hoteleira da Bahia em 2014, nos dois milhões que a Bahia e Ceará juntos atualmente lucram com negócios de artesanato e que poderão lucrar muito mais, na injeção de recursos diretos que a nossa economia terá, sem contar os investimentos em infraestrutura, como o aeroporto, porto, metrô, dentre outros”, defendeu, apresentando ainda investimentos do governo estadual em sustentabilidade.

O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, também defendeu a realização da Copa de 2014 no Brasil e, principalmente no Nordeste. “Este evento vai dar oportunidades aos brasileiros na profissionalização, valorização dos nossos produtos, vai projetar o nosso País para o mundo e não apenas para o futebol, mas para todas as nossas riquezas, as excelentes empresas de engenharia e os projetos sustentáveis que temos”, ressaltou.

Contudo, Aldo defende a ideia de que os brasileiros defender a identidade do País. “O Brasil precisa valorizar sua identidade, suas raízes, suas culturas, e a mandioca está inserida nesse contexto. É preciso valorizar e explorar o seu potencial na preparação de pratos especiais, utilizar criatividade na culinária”, destacou, acrescentando que fará o possível para que os eventos sirvam como plataformas de divulgação da mandioca.

O Congresso, que termina nesta sexta-feira (25), está sendo realizado pela Sociedade Brasileira de Mandioca (SBM), Embrapa Mandioca e Fruticultura, e co-realizado pela Fundação de Apoio à pesquisa e Extensão (Fapex), com o apoio do governo da Bahia, através da Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri).

Fonte:
Imprensa Seagri
Jornalista: Lívia Lemos/ DRT 3461
Contato: (71) 3115-2794