FINANCIAMENTO INTERNACIONAL PARA A BAHIA E PARA O BRASIL PODE SER INSCRITO ATÉ 15/04/18

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07/02/2018
abaf
Area de Interesse 
Agronégocio
 
Novas oportunidades de financiamento do Fundo Comum de Commodities da ONU
 
Com o intuito de favorecer o agronegócio da Bahia e do Brasil, o empresário e economista Wilson Andrade - membro do Comitê Consultivo (CC) do Fundo Comum de Commodities (CFC) da Organização das Nações Unidas (ONU) -informa o lançamento internacional da nova chamada de propostas para o fundo, com prazo para apresentação de projetos até 15/04/2018. As instruções de formulação dos pedidos podem ser conferidas no: http://www.common-fund.org/call-for-proposals/.
 
“As instruções trazem quem pode apresentar os projetos, os tipos e valores de financiamento (projeto não reembolsável, empréstimos, participação acionária, etc) bem como os requisitos para priorização e aprovação das propostas. Acreditamos que esta é mais uma grande oportunidade de financiamento para projetos de desenvolvimento de commodities para a Bahia e para o Brasil”, acrescenta Andrade.
 
O CFC seleciona, aprova e apoia cerca de 12 projetos por ano com um compromisso total indicativo de US$ 10 milhões. Cada projeto recebe de US$ 300 mil a US$ 1.5 milhão, com até 7 anos de prazo de execução. Podem se inscrever: instituições públicas e privadas, instituições de desenvolvimento bilaterais e multilaterais, cooperativas, organizações de produtores, pequenas e médias empresas, empresas de transformação e comercial e instituições financeiras locais. 
 
Para Wilson Andrade, que também é diretor executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), com a presença de um brasileiro no CC, a Bahia e o Brasil ganham pelo acesso às informações e pela maior interação entre os países no desenvolvimento de commodities. “A Bahia e o Brasil precisam se internacionalizar mais. O Brasil, por exemplo, participa com apenas 1% das exportações mundiais. E este esforço não pode ser só do Governo. Na participação do CC, temos a possibilidade de trazer informações importantes para o Brasil e, com isso, estarmos mais perto das oportunidades. E não apenas pela possibilidade de atração de financiamento, mas pela proximidade com outros fundos da ONU e de países-membros nas áreas sociais, ambientais e econômicas. Além disso, podemos levar a possíveis interessados as demandas da área do agronegócio – o setor que mais ajuda o Brasil a crescer”, explica o empresário. 
 
O Fundo Comum de Commodities
 
Wilson Andrade tornou-se membro do Comitê Consultivo (CC) do Fundo Comum de Commodities (CFC) da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2017. Os membros do CC se reuniram duas vezes ao ano na sede do CFC, em Amsterdam (Holanda), para análise de projetos apresentados por diversos países em desenvolvimento e têm, dentre outras, atribuições de aconselhar a Diretoria Executiva sobre prioridades e ações do CFC; e aprovar relatórios de projetos em andamento. 
 
O Fundo Comum de Commodities (www.common-fund.org) é uma instituição financeira intergovernamental autônoma estabelecida no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) e tem 101 Estados-membros, dentre estes o Brasil. Sua visão e missão incluem: contribuir para o crescimento social e econômico, o desenvolvimento sustentável, o acesso aos alimentos e a integração dos países em desenvolvimento com os mercados internacionais e regionais através da adição de valor sustentável a commodities e cadeias de valor relacionadas. Espera-se que o CFC seja um parceiro líder na operacionalização de atividades para commodities em países em desenvolvimento. 
 
Entre 2012 e 2015, o CFC aprovou 348 projetos no valor total de US$ 600 milhões atendendo demandas, inclusive do Brasil, de madeira, algodão, gado, juta, sisal, cacau, café, couro, batata, caju, chá, frutas, peixe, mel, milho, flores, bambu e leite. Os projetos devem ser financeiramente sustentáveis, escaláveis e com amplo impacto no desenvolvimento das partes interessadas nas cadeias de valor das commodities. Devem criar emprego, especialmente para jovens e mulheres; aumentar a renda familiar; reduzir a pobreza; melhorar a segurança alimentar e criar colaboração efetiva e econômica entre produtores, indústrias, governos, organizações da sociedade civil e outros interessados no desenvolvimento baseado em commodities. 
 
QUEM É WILSON ANDRADE 
 

 
Diretor Executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) que congrega empresas produtoras de celulose, papel, mineração, energia, móveis e outras que utilizam madeira de florestas plantadas. É sócio controlador da Thoro International, com atividades de trading e investimentos em geral e consultoria nas áreas de recuperação de empresas e implantação de projetos pioneiros para a iniciativa privada e organizações governamentais. Na área internacional, prestou serviços de consultoria para a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), e é Professor de Economia Internacional e Comércio Exterior. 
 
Outros cargos atuais: Cônsul Honorário da Finlândia na Bahia e em Sergipe; Presidente da INFO – International Natural Fibres Organization – Amsterdam; Vice-Presidente do Grupo Intergovernamental de Fibras da FAO; Fundador e Membro da Câmara Setorial de Fibras Naturais no Ministério de Agricultura; Ex-Presidente e Membro Permanente do Conselho Diretor da Associação Comercial da Bahia; Presidente da Bolsa de Mercadorias da Bahia; Conselheiro da Federação das Indústrias do Estado da Bahia; Presidente do Sindifibras – Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais da Bahia; Membro da Coalisão Empresarial Brasileira. 
 
 
 
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