Câmara Setorial do cacau debate ações para fortalecer cadeia produtiva

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22/07/2019

O secretário da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia (Seagri), Lucas Costa, foi convidado a abrir a Reunião da Câmara Setorial do Cacau na última sexta à tarde, no Centro de Convenções de Ilhéus. Estiveram presentes também o secretário de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes, a secretária de Ciência e Tecnologia, Adélia Pinheiro, e o secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira.

A Seagri está reativando o funcionamento de todas as Câmaras Setoriais da Agropecuária Baiana, ou seja, os encontros dos representantes de cada cadeia produtiva para debater os desafios para produzir mais e melhor. Na reunião da Câmara Setorial, o secretário destacou que “a partir da definição das demandas prioritárias, a Seagri poderá adotar políticas públicas que atendam às necessidades regionais”. A Seagri tem atuado dentro de três vertentes: a assistência técnica, a produção de mudas resistentes e de alta produtividade e o apoio a obtenção do crédito rural para o produtor. 

Foi a oportunidade de ouvir os representantes de todos os setores da cadeia produtiva do cacau: produtores, fazendeiros, associações, representantes da indústria, dos bancos, da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), do Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empreas (Sebrae), das associações de agricultores - do pequeno ao grande, entre outros. As discussões envolveram a apresentação de questionamentos, dificuldades, solicitações, dúvidas, troca de informações e orientações sobre o setor, incluindo a logística, distribuição, comercialização, exportação e questões legais, tributárias e governamentais.

“Foi um espaço de fala e de escuta, de levantar demandas e entraves e também de cobrar soluções. No que depender do apoio do Governo do Estado, toda a cadeia produtiva ficará mais e mais produtiva, eficiente e próspera. Vamos botar a cacauicultura do Brasil para voar”, incentivou o secretário. Ele brincou com os produtores de cacau, dizendo "apertem os bancos aí pra liberarem o crédito. Ouvi dizer que eles têm muito dinheiro. Falem à vontade, questionem, o espaço é de vocês".

A Bahia é o maior produtor e exportador das amêndoas de cacau e de diversos tipos e sabores de chocolates, e uma referência mundial, tanto no cacau quanto no chocolate. O cacau possibilita o desenvolvimento econômico de toda a região. Esta é uma vocação antiga do sul do Estado, com um cacau tão diferenciado que só na região há 58 marcas de chocolate, uma cadeia produtiva completa, que vai do cacau em pó aos chocolates gourmet, com nibs de cacau, e um consumo crescente. Tudo para crescer e conquistar cada vez mais destaque. A Seagri apoia os agricultores, processadoras, indústrias de chocolate, exportadores das amêndoas do cacau e seus produtos básicos e as regiões produtoras de cacau e de chocolate a terem mais rentabilidade e sucesso.

Programação

O chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Jeandro Ribeiro, fez uma apresentação sobre o Plano Operacional do Cacau e do Chocolate. Em seguida, o gerente do Programa Brasil da Plataforma Global do Café e da Iniciativa CocoaAction Brasil da WCF (Fundação Mundial do Cacau), Pedro Ronca, apresentou o que é o Cocoa Action Brasil - a denominação para a produção de cacau de alta qualidade através do desenvolvimento sustentável do setor cacaueiro da Bahia,envolvendo produção, social e meio ambiente. O vice-presidente administrativo e financeiro da Faeb fez uma apresentação sobre a cadeia produtiva do cacau na Bahia. 

Após as palestras, foi feita uma mesa redonda com o objetivo de debater a articulação de ações conjuntas para o desenvolvimento da cadeia produtiva do cacau. Um das metas da Câmara Setorial é implementar ações que possibilitem que a produção, que atualmente é de 120 mil toneladas/ano, chegue a 250 mil toneladas/ano. 

Para o chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Jeandro Ribeiro, “a Câmara Setorial permite essa articulação de diversos projetos, integrando todas as entidades envolvidas no processo, em torno do fortalecimento de toda a cadeia produtiva”. Já o vice-presidente da Federação da Agricultura da Bahia (Faeb), Guilherme Moura, ressaltou que “a Bahia é protagonista na produção de cacau e derivados e é fundamental a existência de uma estrutura para a discussão de problemas, busca de soluções e definição de projetos ao Governo do Estado e ao Governo Federal”. 

Tecnologia e meio ambiente
 
Segundo a titular da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Adélia Pinheiro, a pasta está "buscando dialogar com as instituições, para identificar as necessidades de produção do conhecimento científico e desenvolvimento tecnológico, visando o avanço de todo o setor produtivo do cacau e do chocolate”. 
 
Por sua vez, o secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira, afirmou que “o envolvimento de todos os segmentos envolvidos no processo é estratégico nesse momento de retomada da economia regional, revigorada com a produção de chocolate de origem, com o destaque de que o cacau é uma planta que contribui com a conservação do meio ambiente”.
 
Além do Governo da Bahia, entre as entidades que integram a Câmara Setorial do Cacau estão a Ceplac, a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o Instituto Federal de Educação (Ifba),o  Instituto Federal Baiano (IF Baiano),o  Sebrae; a Faeb/Senar, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/Fetraf), a Associação Sul Baiana de Identificação Geográfica, o Centro de Inovação do Cacau, a Teia dos Povos, a Coordenação Estadual dos Territórios, o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste, a Associação das Indústrias Processadoras de Cacau, Consórcios e Prefeituras Municipais, Federação Estadual de Consórcios, Biofábrica do Cacau e Instituto Arapyaú.
 
Ascom Seagri e Secom
Letícia Belém e Daniel Thame
Foto: Daniel Thame/Secom