Produtores baianos de aguardente criam associação

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30/11/2019

Toda a cadeia produtiva e de valor da cachaça de alambique teve representação nesta edição da Fenagro, realizada no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador. Uma série de eventos relacionados ao tema deu visibilidade à questão e o desfecho foi o melhor possível, com a consolidação da criação da Associação Baiana dos Produtores e de outros Integrantes dos Negócios da Cachaça de Alambique (ABAPOINCA). A solenidade de criação da ABAPOINCA foi realizada no dia 30 de novembro, dentro da programação da Fenagro.

O desafio a ser enfrentado pela ABAPOINCA é enorme. Segundo o professor Benjamin de Almeida Mendes (foto), um dos organizadores, o número de produtores de cachaça na Bahia é tão grande quanto desconhecido. “Há quem fale em 1.200, há quem fale em sete mil. Isso só dá a dimensão de quanto há de se avançar neste campo”. No outro extremo, o número de produtores legalizados é mínimo: 32.

O professor Benjamin esclarece que o primeiro desafio da ABAPOINCA será conscientizar os produtores clandestinos sobre as vantagens de se associarem à associação recém-criada e se legalizarem. “Os legalizados ganham vantagens para comercializar, trabalhar a marca, ganhar reconhecimento no comércio. Além disso, nossa intenção é de que, com o aumento dos legalizados, possamos nos fortalecer para a conquista dos mercados nacional e internacional”, diz o professor, que é graduado em Farmácia/Bioquímica, com Mestrado em Tecnologia em Fermentações e Doutorado em Engenharia de Alimentos.

Desde 1989 os produtores baianos de aguardente tentam consolidar uma associação forte para a defesa de seus interesses. Agora, com a ABAPOINCA, abre-se um novo período nessa trajetória, e o professor Benjamin, que acompanha esse processo desde o seu início, mostra-se animado. “Temos defensores históricos dessa luta, gente que acredita no setor e está engajada à criação da ABAPOINCA”.

Para outras informações sobre a ABAPOINCA, produtores de aguardente podem contatar o professor Benjamin de Almeida Mendes pelo email benjaalmendes@gmail.com.