Seagri organiza setores e quer protagonismo no mercado internacional

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14/01/2020

Em plena elaboração de estratégias para o ano de 2020, a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) volta agora esforços para a dinamização das exportações do agronegócio baiano. Para este primeiro mês do ano estão agendadas reuniões com as coordenações da secretaria responsáveis pela área. Segundo Francisco Pinheiro, diretor de Desenvolvimento da Agricultura, uma das principais metas é se investir na organização de todos os setores da produção, na busca por maior eficiência.

Em 2019, a agropecuária baiana realizou exportações no montante próximo dos 3,85 bilhões de dólares. Os esforços são para aumentar significativamente esse valor. Pinheiro revela que há importantes projetos em andamento que impactarão positivamente nos números de 2020. “Temos projetos importantes, na área de fruticultura, para a atração de indústrias, no processamento de cacau e inclusive na organização das cadeias produtivas do Estado da Bahia que têm uma diversidade muito grande de culturas e atividades”.

Atualmente, as exportações baianas, no campo do agronegócio, têm destaque nos setores do complexo de soja, produtos florestais, fibras e produtos têxteis. As diversas reuniões que vêm sendo realizadas na Seagri visam fortalecer ainda mais esses setores e também dinamizar outros, como café, cacau, grãos em geral, além da já citada fruticultura. No campo de derivados de proteína animal, foi realizada no início do mês de janeiro uma reunião com o presidente da Federação das Associações Muçulmanas Brasileiras, Mohamed Zogmbi, com o objetivo de fortalecer a exportação de animais vivos para abate e engorda. Sobre isso, também há entendimentos já firmados com Itália, China, Chile, Turquia e Uruguai.

Os projetos que vêm sendo gestados pela Seagri também miram na produção, pois há o entendimento de que o aumento das safras e da qualidade dos produtos impacta positivamente na exportação. “A Bahia tem hoje um volume grande de áreas irrigadas e há um grande projeto na região de Irecê que vai ampliar bastante a área”, comenta o coordenador de Estudos e Projetos Agrícolas da Seagri, Marcelo Libório.

Em 2019, a Bahia teve como principais países importadores de seus produtos agropecuários a China, a Alemanha, França, Países Baixos, Indonésia e Vietnã, dentre outros.

Os gigantes – Os principais produtos exportados pelo setor do campo da Bahia pertencem ao complexo de soja, composto por farelo de soja, óleo de soja e soja em grãos, que corresponde a 36,42% de toda a exportação baiana, no tangente ao agronegócio, em 2019. Já os chamados produtos florestais, que abrangem celulose, madeira e papel, corresponderam a 30,01% das exportações. Fibras e produtos têxteis (algodão, demais fibras, lã ou pelos finos, linho e produtos de linho, seda e seus derivados, sisal e seus derivados) somaram 17% das exportações. Juntos, esses três setores produtivos somaram 83,43% das exportações do agronegócio baiano em 2019.

Já em termos de Brasil, o agronegócio, em 2019, atingiu o volume de 96,8 bilhões de dólares em exportações. Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, isso representa um aumento de 0,9% do ano anterior.