Algodão da Bahia: plantio começa com 50% da safra comercializada

Text Resize

-A +A

Compartilhar

09/12/2020

No momento em que é iniciada em toda a Bahia a semeadura do algodão (safra 2020/21), metade da futura colheita já está comercializada. Essa tendência de antecipação é vista com otimismo pelos produtores, que conseguem tocar a lavoura com parte dos gastos pagos e uma boa expectativa de produção e ganho por saca. O interesse pelo algodão produzido na Bahia vem em tendência crescente e hoje o produto é considerado como um dos melhores do mundo por conta da qualidade de sua fibra.

Na safra passada, a Bahia contribuiu com cerca de 25% da produção nacional de algodão, número menor apenas ao de Mato Grosso. Mas a Bahia tem uma vantagem: uma produtividade em torno de 300 arrobas/hectare, que é uma das melhores do mundo.

Atualmente, a maioria da produção de algodão na Bahia é realizada nas chamadas áreas de sequeiro, sem irrigação. Nessas condições, são 82,8% de um total de área plantada estimada em 265,6 mil hectares. Os outros 17,2% são produzidos em áreas irrigadas. As estimativas iniciais são de uma boa safra, com colheita a ser iniciada em junho de 2021. A retomada a pleno vapor das atividades econômicas nos países asiáticos, principal mercado internacional para a fibra brasileira, gera boas expectativas de negócios futuros. Estima-se que algo como 60% de toda a produção seja exportada.

“O algodão da Bahia é um exemplo de sistema produtivo na agricultura de precisão e tem um papel muito importante no agronegócio do Estado. É um dos pilares em melhorias, uso das aplicações tecnológicas, trabalho empreendedor e fixação de trabalhadores no campo. Esperamos que esta safra eleve a produtividade média e possibilite uma colheita com ótimos resultados”, comenta Eduardo Rodrigues, superintendente de Política do Agronegócio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (SEAGRI).

O plantio foi iniciado nos municípios de São Desidério, Formosa do Rio Preto, Correntina, Barreiras, Riachão das Neves, Luís Eduardo Magalhães, Jaborandi, Baianópolis e Wanderley, dentre outros. A região Oeste ganha destaque na produção por diversas razões, como clima, topografia, infraestrutura e o perfil empreendedor do empresariado já estabelecido na região.

 

Ascom SEAGRI
Foto/Div./Heckel Junior