Dados da Superintendência de Estudos Econômicos dimensionam a importância do agronegócio para a economia baiana em ano de pandemia

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24/03/2021

O ano de 2020 começa a apresentar números consolidados de seu desempenho total e, dentre as informações disponibilizadas, destacam-se os resultados da excelente performance do agronegócio baiano – setor que cresceu 5,2% mesmo em cenário pandêmico –, colaborando para a manutenção de postos de trabalho e gerando impostos para o Estado. As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), e o trabalho também mostra que a participação do agro no Produto Interno Bruto (PIB) do estado teve um crescimento de 3,5 pontos percentuais, saltando de 20,3% em 2019 para 23,8% em 2020, uma performance recorde que movimentou R$ 72,7 bilhões.

O aumento de 5,2% no PIB do agronegócio reflete um crescimento que se dá não apenas no segmento agropecuário, mas em toda a cadeia que envolve as atividades econômicas ligadas ao campo, em realizações e necessidades variadas que passam por insumos, maquinário, distribuição e comercialização, processamento etc. Esse entendimento deixa clara a importância desses bons números diante de uma economia que, por conta do enfrentamento à Covid-19, passou por várias dificuldades.

“O ano de 2020 foi um desafio, o agronegócio baiano foi colocado à prova e mostrou toda sua qualidade, sua força. Tivemos boas safras, impulsionadas por um trabalho estratégico, montado pela SEAGRI em parceria com órgãos, cooperativas, prefeituras e entidades ligadas ao campo. Crescemos tecnologicamente, ganhamos mercados, incentivamos projetos, enfim, com trabalho sério, o governo da Bahia e a SEAGRI vêm conseguindo ajudar toda a cadeia produtiva do agro, o que tem resultado em números muito satisfatórios”, comenta Lucas Costa, secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia. 

O agronegócio iniciou de forma cautelosa o ano de 2020, diante de um cenário de incertezas gerado pela pandemia que começava a mostrar seus impactos. Ao observarmos a evolução do PIB do agro, durante o ano, nota-se um processo de expansão lenta nos primeiros meses de 2020, na medida em que as restrições de distanciamento e locomoção se fizeram sentir de formas variadas sobre as atividades que compõem o indicador. Naquele instante, a atuação da SEAGRI foi de grande importância, entendendo o gigantismo do território baiano e agindo de forma descentralizada, reconhecendo peculiaridades de cada região, inclusive seu estágio na realidade pandêmica.

“Nossa atuação destravou processos, trouxe agilidade à circulação de mercadorias, colaborou para que afastássemos o medo de desabastecimento. Além disso, em outra frente, monitoramos nossas cadeias produtivas, agindo quando necessário, buscando realizar tudo de forma sistêmica”, comenta Lucas Costa, ressaltando que  “agora, quando a gente vê esses números positivos refletidos no PIB do estado, a sensação é de grande satisfação. O agro baiano deu sua resposta, e muito positiva, no ano de 2020, para o equilíbrio da economia do estado. Já estamos trabalhando para em 2021 sermos ainda melhores”.

Em 2020, houve destaque para os cultivos de soja, milho, cana-de-açúcar, cacau e café. Para 2021, dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) têm gerado boas expectativa quanto à produção da soja baiana, que pode alcançar 6,4 milhões de toneladas, com alta de 6,3%, em relação a 2020, o que seria um novo recorde. O mesmo estudo da CONAB indica aumento, em 2021, de 1,1% na produção total de grãos na Bahia, em relação a 2020.

 

Texto: Ascom SEAGRI
Foto: Divulgação