SEAGRI participa de ação conjunta de vigilância e monitoramento da monilíase

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20/07/2021

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (SEAGRI) está acompanhando todas as medidas que vêm sendo tomadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sobre a vigilância e o monitoramento da monilíase. Causada por um fungo, a doença ataca principalmente o cacau e o cupuaçu e não tinha histórico de detecção no Brasil. Porém, no início do mês de julho, foi localizado um foco isolado em área urbana do município de Cruzeiro do Sul (Acre) e, desde então, secretarias da Agricultura e agências de defesa agropecuária dos estados próximos ao Acre vêm se articulando e realizando ações de prevenção, visando a erradicação do foco e não proliferação do fungo para outras regiões.

Nesta terça-feira (20), o secretário da Agricultura da Bahia, João Carlos Oliveira, participou de reunião virtual da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Cacau e Sistemas Florestais, já como membro efetivo, representando a SEAGRI. A principal pauta do encontro da Cadeia Produtiva do Cacau foi a vigilância e o monitoramento da monilíase. Ao mesmo tempo, técnicos da SEAGRI participavam de outra reunião virtual, contando com representantes, além da Bahia, também do Acre, do Espírito Santo, de Rondônia e do Amazonas. Nela, foram discutidas formas das diversas secretarias e órgãos dos estados envolvidos acompanharem e colaborarem com o processo de vigilância e monitoramento.

“Pela Bahia, estamos tomando todas as providências necessárias para que a monilíase não chegue às nossas plantações. Também temos realizado e participado de reuniões para termos ações conjuntas e sincronizadas entre todos os estados próximos do Acre e que possuem plantios de cacau e/ou cupuaçu”, disse o secretário João Carlos Oliveira.

Fiscal da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia, Paulo Emílio Torres esteve em contato com colegas dos estados que estão se mobilizando nessa ação de prevenção e combate. Ele explica que atividades de vigilância sanitária vêm sendo organizadas e desenvolvidas. “Sob a coordenação do MAPA, fiscais e técnicos do Acre, da Amazônia e de Rondônia já estão trabalhando ativamente na região de Cruzeiro do Sul, onde foi detectado o caso de monilíase”, comentou Paulo Emílio.

A Bahia, através da ADAB, emitiu portaria de normatização para ações de enfrentamento à praga, mas nem todos os estados que se agrupam na força tarefa já possuem tal regulamentação. O próprio Acre, onde foi localizado o foco, espera o parecer técnico do MAPA para, a partir dele, construir sua instrução normativa. O MAPA, por sua vez, aguarda os resultados de outras cinco mostras de frutos de cacau, colhidas no Acre, em um raio de 1 km do local onde foi observado o foco de monilíase.

“Quando falamos de sanidade na agricultura e na pecuária, uma das ações mais importantes é o compartilhamento de responsabilidades. O que está acontecendo no Acre não é um problema apenas do Acre, mas, sim, do Brasil. Temos que unir esforços e capacidades de todos os estados para conservarmos o Brasil como área livre da monilíase”, frisou o secretário da Agricultura da Bahia, João Carlos Oliveira.

 

Texto: Ascom SEAGRI
Foto: Divulgação